Crise de Ansiedade: o que é, como reconhecer e o que fazer quando ela chegar

Você não está com medo de nada específico, mas o coração dispara, a respiração fica curta. Se isso já aconteceu com você, provavelmente foi uma crise de ansiedade — e você não está sozinho(a).


O coração dispara sem motivo. A respiração trava. Uma sensação estranha de perigo toma conta do corpo e você não sabe bem de onde veio. Se isso já aconteceu com você, provavelmente foi uma crise de ansiedade. E você não está sozinho(a).

O que é uma crise de ansiedade?

É um episódio intenso de medo ou desconforto que surge de repente e atinge seu pico em questão de minutos. Não é fraqueza. Não é exagero. Não significa que algo está "errado" com você.

O cérebro tem um sistema antigo de sobrevivência chamado resposta de luta-ou-fuga. Quando detecta uma ameaça, libera adrenalina, acelera o coração, tensa os músculos. Em situações de perigo real, isso é útil. O problema é que, na ansiedade, esse sistema dispara mesmo quando não há nenhuma ameaça concreta. Diante de uma reunião, de uma mensagem não respondida, de um pensamento que simplesmente não para.

Não é loucura. É o corpo sendo zeloso demais com a sua segurança.

Crise de ansiedade ou ataque de pânico?

Muita gente usa os dois termos de forma intercambiável, mas há diferenças.

A crise de ansiedade costuma ter um gatilho identificável: algo que vinha te incomodando, uma situação de pressão, uma preocupação crescendo aos poucos. Os sintomas aparecem de forma mais gradual.

Já o ataque de pânico tende a ser mais abrupto e mais intenso. Pode acontecer do nada, até durante o sono. Os sintomas físicos são mais avassaladores e quase sempre vêm com aquela sensação de que algo muito grave está acontecendo, de que você vai desmaiar, ter um infarto, ou perder o controle.

Na prática, muitas pessoas vivem algo no meio dos dois. A distinção importa mais para quem está definindo um tratamento do que para quem está no meio de uma crise. Você não precisa saber nomear o que sente para buscar ajuda.

O que acontece no corpo e na mente

Os sinais variam muito de pessoa para pessoa. Tem quem sinta principalmente no corpo. Tem quem sinta mais na cabeça. E tem quem sinta os dois ao mesmo tempo.

No corpo, os sintomas mais comuns são coração acelerado ou palpitações, falta de ar, aperto no peito, tontura, formigamento nas mãos ou no rosto, suor, tremores, náusea e tensão muscular intensa.

Na cabeça, é aquele medo difuso de que algo ruim vai acontecer, dificuldade de concentrar, sensação de que o mundo ao redor não é real, de estar fora do próprio corpo, pensamentos que se atropelam.

Mesmo que pareça, uma crise de ansiedade não causa infarto. Não faz você desmaiar. Não faz você enlouquecer. Os sintomas são intensos e muito desconfortáveis, mas passam.

Quanto tempo dura?

A maioria das crises atinge seu pico por volta de 10 a 20 minutos e começa a ceder depois disso. A sensação de que vai durar para sempre é ela mesma parte da crise. Não é a realidade.

O que fazer quando ela chegar

O instinto de muita gente durante uma crise é tentar se controlar à força, respirar fundo de qualquer jeito, ou lutar contra o que está sentindo. Isso geralmente piora. O sistema nervoso está em modo de emergência e não adianta gritar com ele.

O que funciona é mandar sinais de que você está seguro(a).

Respiração 4-7-8. Inspire pelo nariz contando até 4, segure contando até 7, expire pela boca contando até 8. Se esse ritmo parece impossível no começo, não importa. O que vale é expirar mais devagar do que inspira. Isso ativa o nervo vago e começa a frear a resposta de estresse.

Método 5-4-3-2-1. Nomeie 5 coisas que você consegue ver, 4 que consegue tocar, 3 que consegue ouvir, 2 que consegue cheirar, 1 que consegue saborear. Não é distração. É trazer o sistema nervoso de volta ao momento presente, onde, na maioria das vezes, você está fisicamente seguro(a).

Nomeie o que está acontecendo. Falar internamente "estou tendo uma crise de ansiedade, meu corpo está reagindo a uma ameaça que não existe, isso vai passar" não é autoconvencimento vazio. Dar nome à emoção reduz a ativação da amígdala, a parte do cérebro responsável pelo medo. Funciona.

Não lute contra os sintomas. Tente observar: "meu coração está acelerado, estou com os braços formigando, é desconfortável, mas não é perigoso." Resistir tende a prolongar a crise. Deixar passar, encurta.

Quando faz sentido buscar ajuda

Uma crise isolada não é necessariamente sinal de transtorno. Mas algumas situações pedem atenção: se as crises aparecem com frequência, se você começou a evitar lugares ou situações com medo de ter uma, se a ansiedade está afetando seu trabalho ou seus relacionamentos.

Procurar ajuda não é admitir fraqueza. É perceber que você está carregando algo pesado e que não precisa carregar sozinho(a).

A hipnoterapia é uma das abordagens mais eficazes para a ansiedade porque trabalha no subconsciente, onde muitos dos padrões que alimentam as crises estão enraizados. Há pessoas que carregaram a ansiedade por anos e só encontraram alívio real quando começaram a trabalhar nessa camada.

Para quem sente que há algo mais fundo por trás da ansiedade, um peso difícil de nomear, a terapia transpessoal e a regressão de vidas passadas trabalham exatamente com isso. E quando o corpo carrega a tensão de forma física, aquela rigidez nos ombros, o aperto no peito que persiste, o Reiki e as terapias energéticas têm um papel importante nesse processo.

Vivendo com ansiedade

Tratar a ansiedade não significa deixar de senti-la. Significa mudar a relação com ela: ter menos medo do próprio medo, saber o que fazer quando ela aparecer, confiar mais na sua capacidade de atravessar esses momentos.

Muita gente que conviveu com crises intensas conta, depois de um tempo de cuidado, que a transformação vai além da frequência das crises. Muda a forma de se relacionar consigo mesma. A ansiedade, quando acolhida em vez de combatida, acaba ensinando coisas que dificilmente chegam de outro jeito.

Se quiser dar o próximo passo, estou aqui.

Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação de profissional de saúde mental. Se você estiver em sofrimento intenso, o CVV atende 24 horas pelo telefone 188.

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