O Advogado de Deus: o que o filme mostra sobre vidas passadas (e o que é real na terapia)
O filme com Nicolas Prattes mexe com perguntas que muita gente carrega em silêncio. Entenda o que é real, o que é licença poética e como funciona uma sessão de regressão na vida verdadeira.

Você saiu da sessão com aquela sensação estranha. Talvez tenha sido a cena do pesadelo recorrente do Daniel. Talvez o reencontro com a Lídia, ou o olhar do Alberto que ele jurava nunca ter visto antes — mas reconhecia. O Advogado de Deus mexe com perguntas que muita gente carrega em silêncio: e se algumas dores que sinto hoje vêm de uma vida anterior?
Sou Alice Monteiro, terapeuta de regressão a vidas passadas desde 2012, e vou te contar o que o filme retrata bem, o que é licença poética, e o que realmente acontece numa sessão de regressão na vida real — sem hipnose dramática, sem efeitos especiais.
O que o filme retrata
Dirigido por Wagner de Assis e baseado no livro homônimo de Zíbia Gasparetto e Lucius, O Advogado de Deus (estreia 16 de abril de 2026, distribuição Sony Pictures) acompanha Daniel — vivido por Nicolas Prattes —, um advogado recém-formado que recebe um caso aparentemente comum. Ele e seu sócio Rubinho assumem a defesa de Alberto, acusado de um crime grave.
Conforme Daniel mergulha nos detalhes, começa a ter pesadelos recorrentes. Cenas de outro século. Um triângulo amoroso envolvendo Lídia. E a percepção desconfortável de que, ali, existe algo muito maior do que o processo jurídico — uma justiça que atravessa o tempo.
O filme entrelaça dois planos: a defesa concreta no tribunal e a investigação espiritual que o protagonista faz dentro de si. A tese central é antiga e profunda no espiritismo: nada é por acaso, e algumas pessoas voltam à nossa vida para resolver o que ficou em aberto.
Vidas passadas existem mesmo? O que diz a tradição espírita
A pergunta que ouço com mais frequência é exatamente essa. E a resposta honesta tem duas camadas.
Do ponto de vista espírita kardecista — corrente seguida pela autora Zíbia Gasparetto e por mais de 4 milhões de brasileiros declarados —, vidas passadas não são metáfora. São parte da jornada da alma. Nascemos várias vezes para aprender, reparar, amar de novo. As pessoas que cruzam nosso caminho não são acaso: já estiveram conosco antes, em outros papéis.
Do ponto de vista terapêutico, eu não preciso te convencer de nada. A regressão a vidas passadas funciona acessando memórias — sejam elas literais (em outras encarnações) ou simbólicas (representações que o inconsciente cria para que você possa olhar para uma dor de longe). Em ambos os casos, o efeito é o mesmo: ressignificação, alívio, libertação.
A maior referência mundial nessa área é o psiquiatra americano Brian Weiss, autor de Muitas Vidas, Muitos Mestres, livro que abriu a regressão para o mundo da saúde mental ocidental. Hoje, milhares de terapeutas formados no Brasil e em Portugal — eu incluída — seguem esse caminho.
Pesadelos recorrentes como os de Daniel: pode ser memória de vida passada?
No filme, os sonhos são o gatilho que faz Daniel desconfiar de algo maior. Na vida real, isso acontece — e é mais comum do que se pensa.
Em milhares de sessões realizadas, encontro padrões que aparecem repetidamente em quem busca regressão:
- Sonhos com cenários antigos (castelos, navios, ruas medievais) que retornam por anos
- Déjà vu intenso ao conhecer alguém ou visitar um lugar pela primeira vez
- Atrações ou repulsas inexplicáveis por pessoas, países, profissões, épocas
- Fobias sem trauma conhecido — medo de água, de altura, de espaços fechados, sem nada na infância que justifique
- Dores físicas crônicas sem explicação médica, especialmente em regiões específicas do corpo
- Padrões repetitivos em relacionamentos — sempre o mesmo tipo de parceiro, sempre o mesmo desfecho
- Sensação de "já conhecer" uma pessoa nova como se fosse de longa data
Nenhum desses sinais isolado é prova de vida passada. Juntos, e quando interferem na vida cotidiana, são bons indicadores de que vale a pena olhar mais fundo.
Como funciona uma sessão de regressão a vidas passadas (versão real)
Aqui o filme exerce sua licença poética — e tudo bem, é cinema. Na vida real, a regressão não é hipnose dramática, indução de transe instantâneo, nem revelação cinematográfica de uma "encarnação como rainha do Egito".
A sessão real é mais simples do que isso. E vai bem mais fundo do que parece.
Como acontece comigo:
- A primeira conversa costuma ser longa. Eu preciso entender o que te trouxe, o que está acontecendo na sua vida agora, quais padrões você desconfia, o que já tentou antes. Às vezes uma sessão inteira é só isso — e tudo bem. Sem essa base, não há regressão honesta.
- Depois vem o relaxamento guiado. Você se acomoda confortavelmente em casa, com fones, e eu conduzo. Você fica consciente o tempo todo, num estado mais expandido e receptivo, diferente do sono mas também diferente da vigília comum.
- Sua consciência vai onde precisa ir: pode ser uma vida passada, a infância, o período intrauterino. O mentor espiritual que acompanha o processo garante que só venha à tona o que você está pronta(o) para ver. É como olhar a cena de longe, com curiosidade, sem ser tomada por ela.
- Você descreve o que percebe; eu acompanho, faço perguntas, te ajudo a desdobrar a cena.
- A integração é a parte que muita gente subestima, e que para mim é a mais importante. Ao retornar do estado expandido, sentamos para conversar sobre o que apareceu — o que aquilo significa hoje, como aquela memória se conecta ao padrão que você queria entender, o que muda na sua vida a partir dali. É na integração que a sessão vira transformação real, e não só uma experiência interessante.
A sessão dura cerca de 90 a 120 minutos. É feita online por videochamada — para qualquer cidade do Brasil — ou presencialmente, em Lisboa.
"O filme me tocou de um jeito estranho. E agora?"
Se O Advogado de Deus te deixou com mais perguntas do que respostas, isso já é informação. A alma reconhece o que é seu. Quando algo na ficção ressoa com algo dentro de você, não é coincidência — é convite.
Não significa que você precise correr para uma sessão de regressão amanhã. Significa que vale a pena prestar atenção aos sonhos que voltam, perceber quem entra ou sai da sua vida nas próximas semanas, reparar onde sente mais leveza ou onde a resistência aperta.
Quando estiver pronto(a), a regressão estará aqui.
Como é fazer regressão online no Brasil
Atendo no Brasil inteiro por videochamada — São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Manaus, Recife, Porto Alegre, e cidades menores em qualquer estado. A regressão online tem a mesma profundidade da presencial, e em muitos casos é até mais confortável: você está no seu cantinho, no seu silêncio, sem precisar se deslocar.
Para iniciar, costumo indicar:
- 3 a 4 sessões para questões pontuais — anamnese, regressão e integração
- 9 a 11 sessões para uma investigação mais profunda, construindo o que chamo de mapa da personalidade congênita — a leitura das bagagens emocionais que sua alma trouxe de outras vidas
Cada pessoa tem seu ritmo. Não há fórmula.
Conheça o trabalho
Sou Alice Monteiro, terapeuta especializada em Psicoterapia Reencarnacionista pela Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (ABPR), com pós-graduação em Psicologia Transpessoal e formação em Hipnose Clínica e Regressiva pela Transpersonal International (certificada pelo IACET e DGERT) em Lisboa.
Atendo presencialmente em Lisboa e online para todo o Brasil e países lusófonos. Já realizei milhares de regressões e sou uma das guardiãs da Comunidade Vidas Passadas e Reencarnação.
Saiba mais sobre o trabalho que faço ou conheça a página completa da terapia de regressão a vidas passadas online.
Perguntas frequentes
Vidas passadas existem mesmo?
Para o espiritismo e diversas tradições espirituais, sim — somos almas em jornada de aprendizagem que passa por várias encarnações. Do ponto de vista terapêutico, o que importa é que o acesso a essas memórias — sejam literais ou simbólicas — produz alívio real e mensurável. Você não precisa ter certeza para começar.
Como saber se tenho memórias de vidas passadas?
Sinais comuns: sonhos recorrentes com cenários antigos, déjà vu intenso, atrações ou repulsas sem explicação, fobias sem trauma identificável, dores físicas sem causa médica, padrões repetitivos em relacionamentos. Quando isso interfere na vida cotidiana, vale investigar.
A regressão a vidas passadas é segura?
Sim, quando conduzida por terapeuta com formação adequada. Você permanece consciente o tempo todo. O processo é guiado para que apenas o que você está preparado(a) a ver venha à tona. Em casos de fragilidade emocional, recomendo trabalho prévio de fortalecimento com hipnoterapia ou Reiki.
Posso fazer regressão online?
Sim. A regressão online por videochamada tem a mesma profundidade da presencial. Muitas pessoas se sentem até mais à vontade no próprio espaço, sem o esforço do deslocamento. Atendo o Brasil inteiro dessa forma.
Quantas sessões de regressão são necessárias?
Para questões pontuais, 3 a 4 sessões (anamnese, regressão, integração). Para uma investigação mais profunda do mapa da personalidade congênita, recomendo entre 9 e 11 sessões. Cada pessoa tem seu ritmo.
Preciso ser espírita para fazer regressão?
Não. Recebo pessoas de todas as crenças e também quem não tem religião. A regressão funciona como ferramenta de autoconhecimento independentemente da sua visão espiritual. O que importa é abertura e disposição para olhar para si.
O filme O Advogado de Deus retrata a regressão de forma fiel?
O filme romantiza alguns elementos — pesadelos cinematográficos, conexões reveladas em momentos dramáticos. Na prática terapêutica, o processo é mais sutil e gradual. Mas a ideia central — de que vínculos e padrões atravessam encarnações — é levada a sério por terapeutas formados no Brasil e no mundo.
Comece sua jornada
Se sentir que é o momento de avançar, será uma honra te guiar nesse caminho.
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Em essência, sou luz, natureza, magia e amor — assim como você.
— Alice Monteiro
Este conteúdo tem caráter informativo e espiritual; não substitui acompanhamento médico ou psicológico. Pacientes com depressão severa ou transtornos de personalidade são aconselhados a manter acompanhamento psicológico ou psiquiátrico paralelo.